RADIO BARULHO SANTO

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domingo, 8 de maio de 2011

ESSE CD ESTA EXCELENTE, VALE A PENA CONFERIR!




Biografia Silvana Marques

Silvana Marques membro da Igreja Batista Boas Novas em São Paulo, cresceu influenciada pela música dentro da igreja.

Aos 13 anos de idade, descobriu sua verdadeira vocação “cantar”.

Mas com o tempo sentiu o verdadeiro chamado:

“Adorar e abençoar vidas com a sua voz”.

Elogiada por seu timbre de voz doce e suave, sempre mantém os pés no chão, no intuito de alcançar o verdadeiro sentido da adoração.

As promessas de Deus foram se cumprindo em sua vida: Seu casamento, seus 3 filhos e tudo mais o que Deus prometeu.

E como um sonho muito distante, Deus se revela com sua infinita bondade e nos mostra que vale apena sonhar e esperar, pois há tempo para todas as coisas; Tempo de plantar, e tempo pra colher, e o tempo da colheita chegou: O CD “Promessas” gravado em dezembro de 2010, tem como produtor e arranjador, Leandro Rodrigues, com participação de Paulo Cezar Baruk na musica “ É Tempo”.

O CD conta com 12 músicas no repertorio que foi cuidadosamente selecionado, tem como estilo um pop rock voltado para adoração e conta também com um leque de compositores como: Leila Francieli, Bruno Gusmão, Felipi Magalhães, Alexandre Malaquias, Antonia Ferras, Alan Mendes, Renata Lana, Josué Vilela e Guilherme Nobrega

Direção Executiva - Jubal Aquino
Bateria - Tarcísio Buiochy
Baixo - Fábio Aposan
Violão - Eduardo Victorino
Guitarras - Alexandre Mariano, Eduardo Victorino e João Carlos (Cuba)
Piano e Teclados - Leandro Rodrigues
Metais
Sax - Leandro Cassimiro,
Trumpete - Paulo Jordão,
Trombone - Paulo Malheiros

Arranjo vocal – Janeh Magalhães

Back Vocals
Jéssica Augusto, Janeh Magalhães e Paulo Zuckini

Duetos – Paulo Cesar Baruck e David Neri
Gravado no JPLSTUDIO

Mixado no Cubatec Estúdio por Joao Carlos (Cuba) e Jubal Aquino
Masterizado no Estúdio Master Final por
Luciano Vassão
Fotografia – Décio Figueiredo
Projeto Gráfico – Eduardo Gudelevicius levicius.com.br

Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne
e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.
2 Coríntios 7:1

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pesquisa indica que maioria dos jovens que entram na faculdade se desviam da igreja

Pesquisa realizada por Steve Hernderson, presidente do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries demonstrou que cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da Igreja ao ingressar à universidade.
A pesquisa foi também aplicada dentro das universidades brasileiras e o resultado foi o mesmo.
Para muitos jovens o primeiro contato com a universidade é conflituoso. Novos contatos, relacionamentos e muitas vezes conflito de idéias. O repórter e humorista Danilo Gentili, do programa CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão, de forma sarcástica, sintetizou neste final de semana em entrevista à Contigo, o que acontece nestes ambientes. “Faculdade serve para ir ao bar e fumar maconha, mas nem isso eu fiz” afirmou Gentili, que segundo declarações anteriores, foi criado na Igreja Batista e tinha o sonho de se tornar pastor. O publicitário desistiu do desejo após ser expulso por mau comportamento.
A pesquisa com o título ‘Uma questão de valor versus custo’, mostrou que 58¨% dos jovens cristãos se afastaram da igreja ao ingressar na faculdade, evidenciou o despreparo que muitos deles têm para enfrentar os conflitos da vida acadêmica. “Não podemos pensar em preparar o jovem cristão apenas para resistir à universidade, porque um dia ela terminará, mas prepará-lo para a vida cristã, familiar, profissional e pessoal. Trata-se de um investido não apenas parte da vida do jovem”, declara Helder Cardin, professor no Seminário Palavra da Vida, em Atibaia (SP). O pesquisador se aprofundou no estudo, lembrou ainda que apesar da distância geográfica o comportamento e questionamento são comuns nos dois países. No caso do Palavra da Vida o curso é ministrado antes do ingresso ao terceiro grau e tem foco no estudo teológico e palavra.

Por Renato Cavallera
Fonte: Creio / Gospel+Via: Portal Gospel TV

Ex paquito que disse que “Xuxa é satanista” hoje é missionário no pior país do mundo


Alexandre Canhoni, conhecido como Xand, é ex paquito que afirmou que Xuxa tinha pacto com o Diabo e era satanista, hoje vive no Niger e concedeu uma entrevista exclusiva a Globo.
O objetivo de Alexandre Canhoni era ajudar as pessoas que vivem no pior lugar do mundo. Depois de ter atuado na TV como paquito Xand do “Xou da Xuxa” e de ter deixado a carreira musical de lado para se tornar evangélico, ele tinha se decidido a viajar para algum lugar como Iraque, Paquistão, Serra Leoa, países em conflito em que a população sofria, e fazer trabalho humanitário. Foi quando ouviu falar do Níger, último colocado do ranking de Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, pela primeira vez. “Perguntei o que tinha por lá, e me disseram que ‘nada’”, contou, em entrevista ao G1, por telefone. Então, ele decidiu se mudar para Niamey, capital do país africano com a pior qualidade de vida do mundo, onde vive há oito anos.
“O país não tinha realmente nada”, contou. “Só agora chegaram detectores de metais no aeroporto, a previsão é de que chegue cartão de crédito daqui a cinco anos, há apenas três restaurantes e a cultura muçulmana é bem radical. Não tem cinema, são pouquíssimas as televisões, que normalmente têm uso comunitário e o que mais passa são programas religiosos islâmicos”, disse. Na capital, segundo ele, que hoje tem 38 anos, há algumas avenidas de asfalto e dois lugares com internet, como lan houses. A energia elétrica vem da Nigéria e muitas vezes falta. “Uma vez ficamos dois dias sem energia elétrica e perdemos muita comida que tínhamos em nossa geladeira.”
Localizado no oeste africano, logo abaixo do deserto do Saara (parte do território fica no deserto), o Níger ficou em 182º lugar no ranking de qualidade de vida, com IDH de 0,34, pior que o do Afeganistão, palco de uma ação militar comandada pelos Estados Unidos. A população de 15,3 milhões de nigerinos tem uma expectativa de vida de apenas 52 anos, e apenas 28% deles são alfabetizados. Trata-se de um dos países mais pobres do mundo, com Produto Interno Bruto per capita anual de apenas US$ 700 (cerca de R$ 1.200) (o do Brasil é de US$ 10.200, quase R$ 17.500, segundo a mesma fonte, a CIA).
Apesar da pobreza, segundo Canhoni, há também pessoas muito ricas no país, que vivem da exploração de urânio e petróleo e que chegam a serviço de multinacionais que, segundo Canhoni, não ajudam no desenvolvimento local. O problema é que há um abismo entre os ricos e os pobres, sem uma classe média, e o preço das coisas à venda é muito alto. “Um litro de leite nos dois únicos mercados custa o equivalente a R$ 6, um quilo de tomate pode chegar a R$ 25. Quanto mais pobre é o país, mais caras são as coisas. Não adianta levar dinheiro e a gente leva do Brasil o máximo de coisa que a gente pode. As pessoas são ou muito pobres ou muito ricas. Vivemos em um dos melhores bairros, mas em frente a nossa casa há barracos em que vivem muitas pessoas que ajudamos. É um contraste muito pior de que o tradicional de prédio de luxo e favela, que se vê no Brasil”, disse.
Segundo ele, os empregos são raríssimos. As pessoas normalmente trabalham como guardas na frente da casa de estrangeiros e ganhando muito pouco, que dá no máximo para comer. Alguns oferecem serviços de turismo, também, levando as pessoas para conhecer o deserto do Saara. “Gostaríamos de incentivar a formação de emprego atraindo empresas para lá, e com algo como uma central de reciclagem de lixo.”
Alexandre Canhoni e crianças nigerinas que recebem apoio no país de pior qualidade de vida do mundo
Brasileiros e ajuda
Canhoni é um dos criadores do grupo Ministério Guerreiros de Deus, que diz ser uma ONG aberta à participação de todos que queiram ajudar a população em dificuldade, não apenas uma instituição religiosa. No apoio que oferece à população carente, ele trabalha a nutrição e a formação de crianças e mulheres, sempre com trabalho religioso e leitura de mensagens bíblicas, contou. Esse tipo de ação em um país majoritariamente muçulmano (80%, segundo a CIA), faz com que sejam alvo de ataques e ameaças. “Chegaram a apedrejar nossa casa”, contou.
O grupo mora na capital, em uma casa alugada. Comprar imóvel por lá é muito caro, segundo ele. A casa é usada como moradia e abriga projetos de nutrição, aulas de músicas, marcenaria, cultos e atividades esportivas. O grupo também ensina mulheres a costurar, pintar e fazer artesanato. Canhoni disse que há também uma série de grupos internacionais que fazem projetos humanitários também. “Alguns só distribuem comidas, outras traduzem a Bíblia, mas somos pioneiros em dar uma apoio total de alimentação, lazer e formação de crianças carentes”, disse.
Entre as pessoas que atuam no trabalho humanitário, ele disse haver nove brasileiros. O país não tem uma representação oficial do Itamaraty, e a embaixada que cuida das relações com o Níger fica localizada na Nigéria – a região tem registro de 270 brasileiros entre os dois países, além de Burkina Faso. “Temos um conselho brasileiro de missionários no Níger. Sentimos falta de uma representação do Brasil, que está se tornando conhecido pelo nosso trabalho. Eles têm visto nossa bandeira, nossa cultura, mas falta representação oficial”, disse.
Coisas boas no pior lugar
Em um país sem “nada”, Canhoni disse ver o lado positivo nas pessoas, os nigerinos, que são receptivos e buscam melhorar um pouco sua vida. “Elas são pobres, não têm muita expectativa, mas são boas, se aproximam dos estrangeiros, buscam sair dessa situação horrível em que se encontram.” Pela pobreza, a corrupção é evidente, e maior de que no Brasil, segundo ele. “Mas não tem problemas de roubo como no Brasil. A lei islâmica é muito rigorosa, então é raro ver as pessoas fazerem isso. Elas têm uma consciência de não pegar o que não é delas, mesmo com toda a pobreza. As pessoas param para rezar, deixam o dinheiro de lado, mas não ocorre roubo.”
Canhoni conta que quem está no Níger para trabalhar com ajuda humanitária acaba não tendo tempo livre para lazer, então não sente falta disso. “Desde as 7h da manhã estamos ajudando eles, e trabalhamos até a noite.” Depois de oito anos vivendo assim, ele diz que sua expectativa é ficar lá até que o país saia da lista dos dez últimos países do mundo. “Ainda queremos montar escolas, centros esportivos, continuar desenvolvendo este trabalho para ajudar na vida difícil deles.”


Por Renato Cavallera em segunda-feira, 26 outubro 2009
Fonte: G1 / Gospel+Via: Notícias Cristãs

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

30 DE OUTUBRO: DIA DO PROTESTANTE

Hoje é o Dia do Protestante. O fundador do protestantismo foi Martinho Lutero. Para restaurar a catedral de São Paulo, o papa Leão X passou a vender indulgências, que diminuiriam a punição do pecador. Indignado com isso, em 31 de outubro de 1517 Lutero denunciou a prática. O papa o chamou de "alemão bêbado".

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O ATEU QUE NÃO VIVE SEM DEUS

O escritor português José Saramago (prêmio Nobel de literatura, em 1998) acaba de lançar outra obra que tem como pano de fundo a Bíblia Sagrada. No livro “Caim”, Saramago busca, mais uma vez, questionar e colocar em dúvida a justiça de Deus e apontar um criador que, sob seu ponto de vista, é “cruel, invejoso e insuportável”.
Em uma entrevista à revista portuguesa “Visão”, José Saramago define a Bíblia como “um manual de maus costumes”, onde se encontra todo tipo de atrocidades, e procura, com sua retórica intelectual, questionar a veracidade das Escrituras, opondo-se veementemente ao conceito de que ali se registre a Palavra de Deus. “Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a bíblia e perde a fé”, repete Saramago na entrevista.
Em 1991, o escritor já havia causado polêmica com o livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, no qual sugere uma relação amorosa entre Jesus e Maria Madalena, no que parece uma tentativa desesperada de aproximar-se do divino, humanizando a figura de Cristo, já que o caminho inverso lhe parece improvável.
“Ateu empedernido”, como ele mesmo se define, e comunista por ideologia, os argumentos de Saramago em sua obsessão por “desmascarar” Deus perdem-se entre acusações à Igreja Católica – remetendo-se a atos como a inquisição, as cruzadas, as masmorras e tudo que faça parte de um passado opressor em que a instituição exercia claro domínio social e político sobre a sociedade cristã – e uma espécie de inconformismo por não encontrar na Bíblia a retratação de um deus que provavelmente povoe seu imaginário ateu.
Dizer que um ateu conceba qualquer tipo de imagem relacionada a Deus pode parecer um contrassenso, mas o próprio discurso de Saramago sobre o tema é contraditório e confuso. Ele mistura conceitos e definições sobre Bíblia, cristianismo e igreja católica como se tudo fosse algo único. Diz que a Bíblia é “manipuladora”, como se as pessoas fossem dominadas por uma espécie de torpeza e ficassem desprovidas de opinião própria ao lerem as Escrituras. Reivindica e valoriza a liberdade que, segundo ele, é negada e oprimida por Deus, mas prega o comunismo, que é um dos regimes mais castradores da história política mundial. Sentado no trono de sua reconhecida e aplaudida intelectualidade, vale-se do prestígio alcançado por sua importância literária para “impor” sua opinião como verdade absoluta e julgar ignorantes os que não concordam com ele.
Mas, o que é mais ambíguo, paradoxal e interessante no discurso de Saramago é a energia que ele despende para criticar, debater e contradizer algo que ele mesmo acredita que não existe. Saramago não concebe ou aceita os mistérios e a mensagem espiritual da Bíblia porque só consegue lê-la e interpretá-la de forma racional e literária e não admite ou não enxerga a relevância de um livro que tenha atravessado os séculos e continua atual.
A própria Bíblia aponta, literalmente, o caminho que Saramago deveria seguir para lê-la e aceitá-la sem questionamentos racionais quando afirma a existência de mistérios, dizendo: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos…” (Deuteronômio 29:29).
O discurso de Saramago nos leva a crer que, talvez para seu próprio desespero, ele se revele um dos maiores buscadores de Deus. Mas sua arrogância intelectual só lhe permitiria aceitar um Deus explicável, que coubesse na limitada caixa da compreensão humana e que não dependesse do desconfortável e inseguro – do ponto de vista racional – conceito de “fé” para ser aceito. Mas, o Deus em quem Saramago não crê “…escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir os sábios…” (I coríntios 1:27)

Por Inahiá Castro

sábado, 24 de outubro de 2009

Roma quer atrair os anglicanos tradicionais


O papa Bento 16 decidiu criar uma nova estrutura para receber, possivelmente, centenas de milhares de tradicionalistas que renegam a visão progressista da Igreja Anglicana em relação à homossexualidade e ao papel das mulheres na igreja. Pela primeira vez desde a reforma protestante e a ruptura entre a igreja inglesa e Roma no século 16, o papa estabeleceu as bases para que comunidades inteiras de anglicanos possam ser admitidas na Igreja Católica sem que tenham de renunciar a sua liturgia.Isso significa que Roma aceitará em seu seio sacerdotes casados (como já faz com os católicos do rito oriental), mas os bispos anglicanos que aderirem à nova congregação não serão reconhecidos como bispos e os sacerdotes que entrarem nela solteiros não poderão se casar posteriormente. Até agora, os anglicanos que negavam as posições progressistas de sua igreja não tinham alternativa senão aceitá-las, combatê-las por dentro ou se converter totalmente ao catolicismo.

O papa Bento 16 chega para a sua oração semanal na Praça de São Pedro, no Vaticano
Bento 16 dá passo histórico e facilita conversão de anglicanos
Anúncio do Vaticano deve gerar êxodo de sacerdotes anglicanos
Iniciativa pró-conversão de Bento 16 pode esvaziar anglicanismo
Pelos caminhos de Newman e de Tony BlairA primeira consequência que se pode esperar desse anúncio histórico é uma forte diminuição do número de fiéis anglicanos, que hoje somam cerca de 77 milhões em todo o mundo, especialmente de sacerdotes. A segunda é que se abre o caminho para que a Igreja Anglicana aprove a ordenação de mulheres bispos sem nenhum tipo de obstáculo, transformando-se assim em pólo de atração dos cristãos que creem que sua fé não é incompatível com a igualdade entre homens e mulheres e que renegam a obsessiva agressividade dos tradicionalistas em relação aos homossexuais. Isto é, a Igreja Anglicana pode perder peso, mas pode ganhar em coerência interna e afastar o fantasma do cisma.Outra consequência pode ser um maior equilíbrio entre anglicanos e católicos no Reino Unido, onde se estima que existam cerca de 25 milhões de anglicanos e 5 milhões de católicos. A nova estrutura criada por Roma abre as portas particularmente aos chamados anglo-católicos, uma corrente do anglicanismo que se sente mais próxima da liturgia católica que da protestante e que nunca digeriu totalmente a ordenação de mulheres sacerdotes, para não falar no desenvolvimento de mulheres bispos.A nova estrutura foi apresentada nesta terça-feira em Roma pelo cardeal americano William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista coletiva na qual explicou que a iniciativa "responde a diversos pedidos por parte de clérigos e fiéis anglicanos procedentes de diversas partes do mundo que querem entrar em plena comunhão com Roma".Para refletir sua abertura aos tradicionalistas anglicanos, o papa Bento 16 decidiu elaborar uma constituição apostólica, decreto de categoria máxima e fato excepcional na igreja, que prevê a criação de prelaturas pessoais como a que ostenta atualmente o Opus Dei. Desse modo, as comunidades anglicanas que decidirem entrar na Igreja Católica dependerão de um bispo particular, e não do que lhes corresponderia territorialmente em função da diocese em que residem.O cardeal Levada defendeu que a constituição apostólica representa "uma resposta razoável e necessária a um fenômeno global e oferece um único modelo canônico para a igreja universal adaptável a diversas situações locais". Mas descartou que será estendida a comunidades como a de São Pio 10º, que reúne seguidores do integralismo católico representado por Marcel Lefebvre. "Não há nenhuma relação entre a abertura para os anglicanos e o próximo início do colóquio com os lefebvrianos", previsto para 26 de outubro, disse.Paralelamente ao comparecimento de Levada em Roma, ocorreu uma entrevista coletiva conjunta em Londres do arcebispo anglicano de Canterbury, Rowan Williams, e o primaz católico da Inglaterra e Gales, o arcebispo de Westminster, Vincent Nichols. Alguns viram um símbolo dos novos tempos no fato de que o encontro tenha se realizado em território de Nichols.Os dois líderes eclesiásticos emitiram uma nota conjunta em que comemoraram que a iniciativa "põe fim a um período de incerteza para os grupos que alimentaram esperanças de novas vias para abraçar a unidade com a Igreja Católica". Mas alguns analistas salientaram nesta terça-feira que a nova estrutura significa de fato o fim da aproximação entre as Igrejas Católica e Anglicana.Rowan Williams, um progressista que ganhou críticas dos dois setores do anglicanismo por suas tentativas de contentar a alguns sem agravar a outros, esforçou-se para reduzir a importância do anúncio do Vaticano, que na sua opinião "não tem um impacto negativo nas relações da comunhão como um todo com a Igreja Católica"."Não é um ato de agressão, não é uma declaração de desconfiança. É 'business as usual' [uma situação normal]", afirmou Williams. Mas o arcebispo de Canterbury não pôde ocultar seu desagrado pelo fato de que o Vaticano não só não o consultou sobre suas intenções como se limitou a lhe comunicar seus planos há apenas "algumas semanas", admitiu , com o rosto vermelho de contrariedade.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves (fonte: UOL)